O sistema de franchising, enquanto sistema de marketing, é extremamente flexível e adaptável, e tem sido por isso bastante adotado no desenvolvimento de muitas marcas em diversos setores de atividade, tanto de produtos, como de serviços. Na Europa, este sistema provou ser um grande impulsionador de negócios, de pequenas e médias empresas, e consequentemente um grande gerador de emprego e riqueza. Vejamos que fatores de sucesso caracterizam este sistema de negócios, e que têm contribuído para impulsionar a economia de forma transversal nos mercados europeus.
O franchising, através da sua lógica e formato de negócio, especifica contratualmente o papel e responsabilidades tanto do franchisador, como do franchisado, permitindo uma eficaz transmissão de know how, uma comunicação bilateral, apresentando-se como um eficaz sistema de dinamização do tecido empresarial nos mercados.
É igualmente uma via de autoemprego nos mais diversos segmentos da força laboral, um formato acessível a pessoas que pretendem dar um novo rumo à vida profissional, e mesmo a quem não tem experiência prévia na área dos negócios.
Um correto sistema de franchising garante um contínuo apoio comercial e técnico, ao longo da vigência do contrato de franquia, aumentando exponencialmente o grau de “sobrevivência” de strat-ups, bem como a sua sustentabilidade de crescimento, mesmo em épocas de crise económica.
O franchising apresenta-se como uma fórmula de desenvolvimento (ou expansão) de negócios, tanto a nível doméstico/local, sendo responsável pela dinamização do empreendedorismo, emprego e riqueza, como a nível internacional. Neste caso, uma via natural para a exportação de bens e serviços, bem como um sistema capaz de atrair investimento externo.
O franchising contribui para a transformação, modernização e profissionalização de negócios tradicionais e serviços, bem como para a formatação de novos negócios e novos serviços. Profissionaliza igualmente, e torna transparente, grande parte dos setores de retail e serviços, quer seja em termos de emprego e benefícios fiscais.
Este sistema permite o desenvolvimento de plataformas empresariais independentes, entre grandes grupos de distribuição e o pequeno empresário autônomo, nos setores de retail e serviços, aumentando, portanto, a competitividade no mercado.
Através dos seus programas de formação, quer para franchisados quer para colaboradores, promove a aprendizagem do empreendedorismo, facilitando inclusivamente a entrada de colaboradores na rede, enquanto franchisados.
O franchising promove as melhores práticas e uma concorrência saudável entre as redes e marcas a operar neste sistema.
Os contratos de franchising preveem clausulas que protegem, por exemplo, o know how da empresa, a identidade e imagem da marca, das quais dependem todos os elementos da rede.
O crescimento do número de marcas, entre 2012 e 2014, em 17 estados-mebros da União Europeia (Áustria, Bélgica, República Checa, Dinamarca, Finlândia, França, Alemanha, Grécia, Hungria, Itália, Holanda, Portugal, Polónia, Eslovénia, Espanha, Suécia, Reino Unido), foi de 8,1%, sendo que, em 2014, reuniam mais de 10 mil marcas a operar em sistema de franchising.
Entre estes dois anos, o crescimento anual de marcas nos cinco principais mercados (Alemanha, Inglaterra, França, Holanda e Itália), foi de 9,5%.








